quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

O conto dos sapos e dos principes



Nunca sabemos como, onde e quando encontramos um príncipe. Sabemos que andam aí, muitos já comprometidos, outros tão assustados com a vida que preferem um livro ou um aquário de peixinhos reluzentes, a ter uma mulher ao lado. Mas a verdade é que os sapos estão em maior numero , e o mais provável é que 90% dos homens que passam por nós na rua serem sapos do que príncipes, já sem falar daqueles que são lobos em pele de cordeiros.
Odeio os sapos. São criaturas pegajosas, que deixam uma espécie de baba á sua passagem, que não servem para nada a não ser para sujar e estragar as coisas. São bastante parecidos com esses homens, que abrem a boca e nada conseguem dizer porque o dom da inteligência não chega a todos, deixam marcas chatas como o numero no telemóvel, ou contacto na porta do frigorífico, ou aquela meia que não era suposto estar no meio dos nossos lençóis.
Apanhei alguns sapos, uns mais viscosos que outros e comecei lentamente a perguntar-me se algum dia encontraria um príncipe. Meses e anos passaram, e tentei descobrir um… Contudo, os príncipes não são descobertos, pois são eles que nos descobrem. Podem estar num café a ler o jornal, a sair do trabalho atarefadamente, podem estar á conversa com os amigos, podem estar no meio de 30 pessoas que desconhecemos e sem que possamos dar conta nos dá a mão, só para nos acompanhar no caminho. Deixamos-nos ir, sem perceber nada, pensando e discutindo com as teias do nosso ser onde ele poderá estar. Cegas. O mundo nos cegou, os sapos nos cegaram de tal forma que não vemos onde andam os príncipes, mesmo quando estão ao nosso lado, colados, abismados, prontos e decididos na escolha que fizeram.
Os príncipes não dizem piropos baratos de engate, porque eles sabem que devagar conquistam. Não nos tentam agarrar de repente, sabem que têm tempo para o fazer, não nos deixam perceber que gostam de nós até que nós o queiramos. Os príncipes sorriem com os lábios, com o olhar, com o coração, fazem nos sentir quentes nos piores dias de inverno apenas com o seu toque, fazem nos acreditar que o pior dos dias pode ser o melhor de todos se o quisermos.
São aqueles que se sentam connosco no sofá, depois da conquista, e nos deixam ver as nossas series favoritas, são aqueles que não nos deixam sempre ganhar nas lutas de opiniões muito menos aqueles que nos fazem as vontades todas. Não são aqueles que nos levam a caros restaurantes, mas os que sabem que somos perfeitamente felizes com uma pizza. Vão ao cinema connosco, mas também ver os filmes que querem, aqueles que se preocupam se estamos doentes, e que nos dão o espaço para respirar. Não são aqueles que dizem sempre amo-te , mas os que o dizem por vezes mas verdadeiramente.
São eles, eles e só eles, que nos agarram para nunca cairmos mas que nos deixam bater com a cabeça na parede para saber o caminho correcto, que nos dão apoio e nos dizem as verdades, que não têm pressa porque sabem que terão todo o tempo do mundo para nos amar.
Existem demasiados sapos no mercado… passei meses e anos à procura de um, até que um dia, sem que desse conta, um pegou me na mão e levou me com ele.



Obrigada amor por existires

1 comentário:

  1. Ohhhh ta taooo lindooo!!

    ate me fizes.t vir um lagriminha ao canto do olho =)

    pode ser q um dia encontre um principe , ate agr so tenho encontrado sapos q deixam marcas bem vincadas em mim ...

    continua a escreve ...

    bjinhos

    B!

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