sábado, 26 de setembro de 2009

Errar


Todos erramos. É legítimo. Enganamo-nos nas pessoas, nos momentos, nos dias, nas batalhas que travamos, nas palavras que dizemos, naquilo que sentimos, na hora do adeus. Enganamo-nos na vida… na esquerda que devia ter sido direita, na intuição que nos aterrorizadoramente não nos deixa prever a queda.
Misturamos a alegria com a tristeza, o riso com as lágrimas. E neste caminho cheio de erros e falsidades como podemos adivinhar o que fazer? Fácil… não adivinhamos.
Colocamos as mãos no fogo e rezamos a Deus, tenha ele quantas faces ou nomes quisermos, para não as queimarmos. Apostamos num jogo viciado, afogamos os medos em adrenalina, os fantasmas na profundidade do silêncio.
Ainda não aprendi a encarar o fim de animo leve, e pergunto me se algum dia aprenderei. Um amigo disse uma vez que quando eu tiver 72 anos irei rir me disto tudo. E se eu chorar? E se eu não durar tanto? E se ele estiver errado?
Não faz mal meu amigo, afinal de contas é legitimo errar.

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