Passou tanto tempo desde o último adeus.
Aquele,
Aquele,
O derradeiro que nos deixou sufocados no silencio perpetuo,
Na vastidão das palavras.
E quem diria que seriamos assim?
Quem diria que passado tantos anos fossemos tão diferentes e tão iguais?
Moldei-me á medida do espelho,
Reflexo imortal de quem fui e de quem serei,
Condenação silenciosa de quem sou.
Ergui a cabeça finalmente,
Tantas não foram as vezes que a baixei,
E embrenhei-me no caminho,
Na estrada sinuosa que me contaste, em tom de brincadeira, existir.
Perdi-me e matei-me,
Estilhacei-me tal copo de cristal.
Olho para o passado com misto de arrependimento e gloria,
Ainda com olhos de criança menina,
Doce mulher,
Que me teci nas malhas do destino
Tão consciente do desatino
Que afinal é viver. Carta aos amigos
Na vastidão das palavras.
E quem diria que seriamos assim?
Quem diria que passado tantos anos fossemos tão diferentes e tão iguais?
Moldei-me á medida do espelho,
Reflexo imortal de quem fui e de quem serei,
Condenação silenciosa de quem sou.
Ergui a cabeça finalmente,
Tantas não foram as vezes que a baixei,
E embrenhei-me no caminho,
Na estrada sinuosa que me contaste, em tom de brincadeira, existir.
Perdi-me e matei-me,
Estilhacei-me tal copo de cristal.
Olho para o passado com misto de arrependimento e gloria,
Ainda com olhos de criança menina,
Doce mulher,
Que me teci nas malhas do destino
Tão consciente do desatino
Que afinal é viver. Carta aos amigos
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